quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Torcida não ganha jogo

Não se faz mais futebol como antigamente... Dava gosto de ver os estádios lotados, com as torcidas fazendo pressão de verdade, os estádios se tornando verdadeiros caldeirões que metiam medo nos adversários... Só pra citar um exemplo recente que eu presenciei e participei, no dia 7 de novembro de 1999 mais de 60 mil santacruzenses desceram o morro e invadiram o Arrudão fazendo pressão a ponto do time do São Caetano ter medo de entrar em campo e só fazer isso no mesmo instante em que o time coral adentrava o gramado, e o resultado foi a vitória por 1x0 e posteriormente a classificação aqui no ABC pra fase final da série B... E com certeza todo torcedor que acompanha futebol há no mínimo dez anos tem alguma história pra contar onde a torcida foi fundamental pro resultado da partida...

E não era só dentro de campo que ela fazia a diferença... Vários clubes só são o que são, só possuem o patrimônio que possuem, porque a torcida ajudava de verdade... A grande maioria dos estádios dos times brasileiros foi construída com a ajuda de torcedores abnegados, que doavam desde o terreno e quantias enormes de dinheiro como era o caso dos mais abastados até mesmo tijolos, cimento ou simplesmente mão-de-obra no caso dos mais humildes... Mas todos ajudavam, todos faziam parte do dia-a-dia do clube, e todos eram recompensados com o prazer de poder dizer que participaram ativamente das conquistas do time de coração...

Mas hoje em dia a frescurização do futebol fez com que o torcedor perdesse esse poder de participação dentro e fora de campo... Futebol agora é feito com o dinheiro, muitas vezes de origem duvidosa, dos grandes empresários que injetam a verba nos clubes com o único objetivo de lucrar, mesmo que pra isso os clubes saiam no prejuízo... E o torcedor, onde é que entra nesse sistema??? Agora o máximo que ele pode fazer é se tornar sócio com retorno muito aquém do esperado, isso quando se tem algum retorno... Mas mesmo sendo sócio não pode fazer nada pelo clube, não pode decidir o futuro do clube, é apenas um mero espectador que não pode nem simplesmente falar o que pensa...

Dentro de campo a situação é ainda pior... Os caldeirões de antigamente não existem mais no Brasil e estão perdendo força até mesmo nos demais países sulamericanos, que tem torcedores muito mais enérgicos e participativos que os brasileiros... Hoje em dia o atleta não pensa mais no torcedor, até debocha da sua própria torcida, que perdeu completamente o respeito que tinha outrora... Sem contar que os públicos estão cada vez menores pelos motivos que eu citei no texto anterior...

A consequência disso é que times tradicionais e de torcida imensa, principalmente das regiões menos desenvolvidas do país, estão cada vez mais perdendo força mesmo com a torcida comparecendo em massa, como é o caso por exemplo do meu Santa Cruz e do Paysandu, com as maiores médias de público das séries D e C respectivamente, mas que dentro de campo foram um verdadeiro fiasco, ou Sport e Bahia, que fazem péssimas campanhas nas séries A e B respectivamente, e possuem médias de público boas dentro de suas limitações (preços absurdos de ingresso), sem contar outros que estão em situação parecida ou até mesmo pior... Com raras exceções, os atletas desses clubes fizeram pouco caso do seu torcedor, e depois seguiram ou vão seguir sua vida procurando outros otários, digo, outros clubes pra fazer o mesmo... E mesmo quando as torcidas protestam, tanto pacificamente quanto com mais violência, eles apenas riem da nossa cara como se fôssemos verdadeiros palhaços...

Resta saber o que fazer pra tentar mudar esse quadro que eu infelizmente considero irreversível, mas o fato é que cada um de nós tem que fazer sua parte, mesmo que mínima... E principalmente, já que o futebol não nos dá a importância que merecemos, nós deveríamos fazer o mesmo com o futebol... Muita gente não vai concordar com essa última frase, mas fica o desabafo... Até a próxima...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Calendários cheios prejudicam equipes

Agora, com média de dois jogos por semana as equipes acabam se sacrificando e tem nisso as piores consequências: aumento de fadiga, lesões, queda de rendimento, etc..

Em julho e agosto, unem-se a esses problemas mais um grave, a janela de transferência, equipes brasileiras perdendo os seus melhores jogadores para o futebol europeu.
Aí eu pergunto, como uma equipe pode dar sequência nesses meses em que é necessário poupar jogadores, em que se perde algum deles, ou por lesão, ou por transferência?

A verdade é que hoje o calendário brasileiro judia das equipes, até mesmo se a equipe traçar um bom planejamento ela está sujeita a sofrer no meio do ano com essas complicações de lesões, fadigas e transferências.

Hoje em dia, as equipes brasileiras de ponta participam de todas essas competições:
- Campeonatos estaduais
- Libertadores ou Copa do Brasil
- Campeonato Brasileiro
- Copa Sul-Americana
- Mundial (Caso vença a Libertadores)
- Competições extras

São mais ou menos 70 partidas, média de uma partida a cada 5 dias, sem contar as férias.

O fato é que, pra uma equipe ganhar as grandes competições, hoje em dia, ela tem que ser muito bem preparada, as surpresas vão, aos poucos, desaparecendo e junto com ela, a grande competitividade interna do futebol brasileiro.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Paraná Clube, um fim de turno eficiente para poder voltar a sonhar

O Paraná Clube vive um momento conturbado nos últimos anos, para ser mais exato, desde a eliminação do time na Libertadores de 2007. No mesmo ano a equipe foi rebaixada para série B do brasileiro.
Veio 2008 a situação permaneceu a mesma, eliminação nas semis do paranaense, eliminação nas oitavas da Copa do Brasil e pra completar, uma campanha sofrível na série B, até com ameaça de queda para a série C.
Começou 2009, a empolgação de início de ano veio, parecia que estava montando um bom time, que esse seria o ano. Errado! Não passou da segunda fase da Copa do Brasil e de um quinto lugar no campeonato parananese. Montou-se um novo time, que até teve um início razoável, mas depois caiu muito, chegou à zona de rebaixamento e ao que tudo indicava, seria mais um ano lutando contra a série C.

Depois de vencer o Ipatinga, na rodada retrasada, um resultado normal, se tratando que o jogo era em casa, a equipe foi até Campinas, enfrentar o até então líder isolado e invicto, Guarani, resultado? O esperado não aconteceu, o Paraná venceu o jogo, saiu da zona de rebaixamento e vê, agora, uma oportunidade de poder voltar a sonhar, dessa vez com a volta a primeira divisão.

Seria exagero? Não. O campeonato está completamente embolado e apesar de estar em 15º lugar, o Paraná pode considerar que tem um fim de turno relativamente fácil e pode se aproveitar disso. Os jogos do tricolor até o término da primeira parte do campeonato são:
Paraná x São Caetano (Atual 17º colocado)
Paraná x ABC (Atual 19º colocado)
Duque de Caxias (Atual 16º colocado) x Paraná
Paraná x Bragantino (Atual 10º colocado)
Campinense (Atual 20º colocado) x Paraná
Paraná x Vila Nova (Atual 18º colocado)
Fortaleza (Atual 15º colocado) x Paraná

O Tricolor da Vila pode, tranquilamente, fazer 18 pontos nesses jogos que restam, somando 32 pontos, metade do necessário para o acesso, sendo que o primeiro turno do Paraná é, na minha opinião, mais difícil que o segundo, onde a equipe terá a vantagem de jogar com a maioria das equipes cotadas ao acesso em casa.

PRA CIMA DELES TRICOLOR!

terça-feira, 21 de julho de 2009

"Rivalidades"




Assunto polêmico com todos sempre puxando a brasa para o lado que lhe convém.
Como medir a paixão para um clube ou o desprezo, raiva, ódio ou a indiferença para o rival? Difícil?
Para mim é impossível.

Como afirmar que um torcedor do Grêmio sente mais repulsão pelo Internacional do que um palmeirense pelo Corinthians, ou torcedor do Santinha pelo Sport, do Remo pelo Paysandu, do Atlético PR pelo Coritiba, Cruzeiro pelo Galo, ou qualquer outro clássico existente no país?

Clássicos no Brasil são diversos e todos tem suas particularidades, tradições, histórias e todos merecem muito respeito.

Dizem que Grenal e Atlético MG e Cruzeiro tem mais rivalidade que outros clássicos, qual o motivo dessa afirmação? Ter apenas dois times na cidade? Fica mais dividida a cidade?
Sim, com certeza porém não acho que seja um argumento muito plausível.

Rivalidade que falo não é quem joga mais bomba na cara do outro como aconteceu no último Atletiba, ou quem quebra mais ônibus, agride pessoas ou depedra o patrimônio público.

Para mim, rivalidade é tirar sarro, procurar o resultado do adversário e vibrar com o insucesso deles, às vezes com mais voracidade e alegria do que uma vitória simples do seu próprio time, tirar print da tabela de classificação e mandar por email, mandar mensagem no Orkut, telefone ou msn, enviar emails o dia todo para o companheiro de trabalho logo após o clássico, passar buzinando na frente da casa dos amigos, inventar matérias sugadas da internet, enfim a brincadeira a risada a zoeira ou a resenha, como dizem meus amigos nordestinos.

Rivalidades qual a maior?
Impossível medir, que bom que elas existem, que bom que o futebol existe, viva os clássicos, viva a amizade.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Falta de profissionalismo

Não, esse não será mais um texto para falar das administrações incompetentes. O profissionalismo hoje em dia, não falta só fora das quatros linhas que demarcam um campo de futebol, dentro dela acontece o mesmo problema.

Antigamente o que se via eram jogadores dispostos a jogar futebol, jogavam por amor ao clube, por respeito ou então apenas por tentarem fazer o melhor para o clube que jogava.

Os tempos mudaram, são raros os casos em que isso ainda acontece, principalmente aqui no Brasil. É claro que existem vários fatores para isso acontecer, tais como:
-Falta de identidade com o clube devido a transferências relâmpago
-Não receberem em dia
-Falta de "cabeça" dos jogadores
-Empresários oportunistas

Mas realmente me espanta o quanto os jogadores são folgados hoje em dia, tem jogos que assisto, não só do meu time, que o que parece é que os caras só estão ali pra ganhar o salário, dão uma ou duas arrancadas para dizerem que tentaram algo e ficam o resto do jogo paradinho.

Eu me sinto ofendido quando vejo um cara desses jogando pelo meu time. O mínimo que eu espero é que os jogadores tentem fazer o possível.
Me sinto muito melhor quando saio do jogo em que mesmo o time perdendo os caras lutaram por um resultado melhor, do que quando empata, não digo vitória porque daí é só festa, porque não tentaram nada.

Antes um jogador ruim, porém esforçado, do que um craque vagabundo.

LDU e o crescimento do futebol equatoriano

Depois que li o texto do Daniel, refleti sobre o tema e decidi fazer uma "resposta".

Ontem tivemos o segundo jogo da Recopa, a LDU venceu o Internacional por 3 a 0, jogando em Quito.
Essa foi mais uma conquista do futebol equatoriano, que hoje, na minha opinião, é o quarto melhor futebol sul-americano, se tratando de seleções, perdendo apenas de Argentina, Brasil e Paraguai. Se formos olhar apenas as equipes, arrisco dizer que só estão atrás de nós, os brasileiros, e os argentinos.

É bem verdade que uma das maiores armas deles, que já se demonstrou muito eficiente, seja a altitude. Mas a verdade é que o Equador está evoluindo, participando de Copas do Mundo, inclusive não sendo meros "espectadores", como Chile e Uruguai tem se passado, eles já começam a brigar por vagas nas oitavas.

A LDU, que hoje é o símbolo da força equatoriana, conquistou o seu segundo título importante em um ano, desta vez contra o líder do campeonato brasileiro, que muitos já chegaram a considerar uma equipe muito boa. É bem verdade que na Libertadores do ano passado a LDU teve uma campanha mais fácil que a do seu adversário na final, o Fluminense, mas mesmo assim foi campeão e chegou na final do mundial, onde acabou derrotada para o Manchester United.

O elenco da equipe, principalmente o que ganhou a Libertadores, era muito bom com ótimos jogadores, alguns deles equatorianos.

O que acontece hoje em dia, é que além do futebol brasileiro estar decaindo, juntamente com o argentino, que era outra grande potência, os equatorianos evoluiram e já começam a querer rivalizar conosco. Dez anos atrás, ninguém aceitaria perder para um time desses, mas hoje, já faz parte do futebol.

E só para terminar fazendo uma análise geral do post anterior, pobre do CAP e dos seus torcedores que pagaram o pato da derrota do Colorado.

LDU, Emelec, Internacional e Atlético PR !!!

O Internacional tomou uma segunda varada, de 3 a 0, do time da LDU. Na semana passada tomou de 1 a 0 em casa. Como atleticano estou em dúvida: se devemos temer tanto esse time, ou o futebol equatoriano cresceu horrores e deve subir na tabela da FIFA? Ontem o locutor da SPORTV dizia, durante o jogo, que a LDU estava nas cabeças do campeonato equatoriano, e que disputava ponto a ponto com o Emelec.
A questão é que o Emelec é o time da “Copel de lá” (Para quem não sabe a companhia de energia do estado do PR) andava pela Libertadores tomando cacete de todo mundo, inclusive do meu Atlético PR. E agora surge como equipe importante da América do Sul… Decididamente, como dizia meu vô, balançando a cabeça: “É o fim dos tempos…”.
O líder do Brasileirão tomando pau dos equatorianos e ainda jogando confete nos caras. O futebol brasileiro está mesmo em baixa. Tomara que o Atlético, mesmo eu honestamente admitindo que tem uma equipe muito mais fraca que o Inter saiba se aproveitar disso, e mande outro pau nos Colorados, esse time que nem sabe que o Equador é apenas um país simpático que é mais conhecido pela sua imaginária linha que passa pelo seu território.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A dois passos do paraíso



Oito de julho de dois mil e nove. Há exatos doze anos, eu nem sabia direito o que queria da minha vida, não sabia nem o que era conquistar uma Copa Libertadores, apenas ouvia relatos de meu pai, não sabia o que era um título brasileiro e sobretudo, não sabia o que é uma final da competição mais importante do Continente. Assumo que logo após a vitória contra o Grêmio, a minha ficha ainda não havia caído, estava mais preocupado em comemorar aquela vitória sobre o tricolor gaúcho do que com a próxima fase. Mas quando me dei conta, vi que estava no momento mais sublime e grandioso, pela segunda vez em vinte anos de vida, do futebol latino-americano.

Para um torcedor de um time considerado grande e com chances reais de títulos em tudo que disputa, essa ansiedade poderia já ser normal para mim. Mas não é, cada título que disputamos tem um sabor diferente, principalmente essa Libertadores, que foi marcada por tantos obstáculos que pareciam impossíveis de serem superados.

Inicialmente tivemos que lidar com a fama ruim de Kléber, que de longe é a cara da nossa participação no torneio. Um jogador raçudo, batalhador e inteligente, mas também com muitos problemas disciplinares. Nos primeiros jogos do “Gladiador”, ele foi expulso e tomou grandes suspensões, mas ao retornar, voltou a atuar bem e conseguiu ajeitar seu temperamento. Muitos dizem que é por causa do amor que encontrou em Belo Horizonte, acredito que não é só por isso, mas também por uma ajuda psicológica e a possibilidade de escrever seu nome no Hall da Fama dos principais jogadores da história do futebol latino.

Outro fantasma que nos assolou foi o do jogo fora de casa. Todos duvidaram do Cruzeiro, e hoje ainda duvidam, apesar da nossa campanha ter sido boa na Libertadores, exceto pela péssima atuação em La Plata, que, com certeza não será repetida nesta noite. Vencemos, e convencemos contra o São Paulo. Empatamos um jogo que já era dado como uma derrota acachapante contra o Grêmio, em Porto Alegre. Nada nos credencia tão bem para enfrentarmos este “fantasma” argentino.

Independente do vencedor, Cruzeiro e Estudiantes foram, de longe, os melhores times da Libertadores. A vitória não é só sonho meu e de milhões de cruzeirenses espalhados pelo mundo, mas também é novamente um novo acesso ao Mundial, o grande título que falta na nossa sala de troféus. Ganhar esta Copa não é só apenas um título, mas também um alento a todos os torcedores do Cruzeiro que se acostumaram a ver grandes times, mas que eram desmontados antes de conquistar qualquer troféu importante, ganhando, na maioria das vezes, só Estaduais.

Com felicidade, com paixão e com muito otimismo. Me sinto a dois passos do paraíso, a minha confiança está em alta e acredito em um grande resultado em La Plata, se tudo der certo, vamos afastar o fantasma decisivo dos grandes times argentinos, que sempre abrem uma boa vantagem em casa e cozinham o adversário na volta. Aposto em 2x1 para o Cruzeiro, um de Kléber e outro de Jonathan. Escrevendo assim mais uma página heróica e imortal de nossa história!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Novidade indigesta no futebol brasileiro

É, a CBF do sr. Ricardo Teixeira aprontou mais uma de suas loucuras e o resultado vai começar a ser visto nesse domingo... Se a Série C já era uma bagunça total, agora temos a Série D, que terá a participação de 40 clubes definidos há poucas semanas depois de desistências e mais desistências...

Os leitores do blog que me conhecem podem até falar que essa indignação é pelo fato do meu Santa Cruz infelizmente estar nessa competição, mas desde que foi anunciada a Série D ano passado que eu já tinha essa opinião, e o resultado tá aí... A Série C mesmo com 20 clubes continua desvalorizada e dando prejuízo, e a Série D vai começar depois de ser feita nas coxas, contando inclusive com clubes que foram rebaixados em seus estaduais...

Mas vamos a um breve resumo do que vai ser essa tal de Série D... Pra começar, serão 40 equipes, divididas em 10 grupos com quatro equipes cada (em tempo, seriam 40 mas o Acre não mandou representante e o grupo 01 terá apenas três equipes), jogando todos contra todos, ida e volta... A partir daí vem um dos maiores erros da fórmula da competição, que faz com que os clubes disputem no máximo oito jogos em casa em todo o semestre, ou seja, prejuízo na certa... A partir da segunda fase os jogos são no sistema mata-mata, com os dois primeiros de cada grupo... A terceira fase tem uma peculiaridade, serão dez clubes, e oito se classificam, os cinco vencedores e os três perdedores mais bem qualificados... A partir daí, o mata-mata tradicional continua até a final da competição... Os quatro primeiros garantem vaga na Série C de 2010...

Abaixo a listagem dos grupos:

Grupo 01: Gênus/RO, Nacional/AM, Atlético/RR
Grupo 02: Cristal/AP, Moto Club/MA, São Raimundo/PA, Tocantins/TO
Grupo 03: Alecrim/RN, Ferroviário/CE, Flamengo/PI, Treze/PB
Grupo 04: Central/PE, CSA/AL, Santa Cruz/PE, Sergipe/SE
Grupo 05: Atlético/BA, Fluminense/BA, Macaé/RJ, Rio Branco/ES
Grupo 06: Friburguense/RJ, Madureira/RJ, Paulista/SP, Tupi/MG
Grupo 07: Ituano/SP, Mirassol/SP, Uberaba/MG, Uberlândia/MG
Grupo 08: Anapolina/GO, Araguaia/MT, Brasília/DF, CRAC/GO
Grupo 09: Chapecoense/SC, Londrina/PR, Naviraiense/MS, Ypiranga/RS
Grupo 10: Brusque/SC, Corinthians/PR, Pelotas/RS, São José/RS

Uma coisa é certa... Vai ser um campeonato muito disputado e muito difícil para as equipes que se dispuseram a entrar na competição... Mesmo com equipes de nível técnico baixo, teremos partidas excelentes ao longo desses quatro meses, e podem esperar que as torcidas vão comparecer, até porque teremos equipes bastante tradicionais do futebol brasileiro na disputa... No final de setembro conheceremos os quatro vencedores, lógico que espero que o meu esteja entre eles...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Torcidas no Estado do PR, Qual a Causa de Não Torcerem Para Os Times Do Estado?



Muitos perguntam o que acontece com as torcidas do futebol paranaense, principalmente as pessoas de fora do estado.
Qual o motivo do povo do interior não torcer para os times da capital?
O litoral, a região de Ponta Grossa torcem na sua imensa maioria para os times daqui já o Norte (Maringá, Londrina) torcem quase que integralmente para os times Paulistas, no Oeste e Sudoeste (Cascavel, Foz, Guarapuava) Torcem para os times Gaúchos.
Analisando esses fatos chego a seguinte conclusão: Como o Norte foi colonizado por paulistas e o Estado do Paraná era uma colônia de São Paulo é natural que as gerações torçam para os times de la, até pela pouca distância dos estados; assim como o Oeste e Sudoeste que é colonizado na sua grande maioria pela migração de gaúchos.
Mais um agravante e creio eu que o principal são as transmissões esportivas, hoje em dia ainda são bem difundidas mas antigamente não existia essa facilidade que temos de ver todos os jogos dos nossos times; as rádios no norte do estado pegam rádios paulistas e nenhuma da capital do estado; principalmente a 30, 40 anos atrás, sempre com transmissões de Corinthians, Palmeiras, São Paulo, etc, imaginem a criança crescendo ouvindo só falar dos times paulistas logicamente irá torcer para quem ela ouve mais e com certeza com a influência dos familiares fica quase impossível reverter essa situação, fora as transmissões pela TV que sempre tem que ter uma equipe paulista e carioca nos meios e fins de semana, aqui no estado particularmente de equipes paulistas e como a grande maioria da população não tem TV a cabo e quase nenhuma opção obrigatoriamente quem gosta de futebol se acostuma a assistir jogos das equipes do eixo levando assim a ter uma certa simpatia por algum clube.
Claro não são apenas esses os fatores que levam os torcedores a optar por esse ou aquele time, a falta de títulos a nível nacional também contribui e muito o Atlético perdeu a chance de ser grande entre 1999 e 2005 onde não aproveitou as chances criadas.
Com o crescimento do futebol paranaense nos anos 2000 claramente cresceu a torcida dentro do estado por clubes paranaenses principalmente a do Atlético que de 1999 com a inauguração da Arena até 2005 sempre teve ótimas participações a nível nacional, com 1 título e 1 vice brasileiro, 3 participações em Libertadores sendo uma delas vice campeão do torneio, assim conquistando o título de ser a maior torcida do estado, na minha opinião por pouca coisa de diferença para a torcida do Coritiba o parâmetro usado são as pesquisas que em todas aparece vantagem para a torcida rubro negra e ultimamente a TIMEMANIA que de certa forma também é um indicador para medir o tamanho das torcidas e nesse quesito a do Atlético sempre está na frente da do Coritiba. Muitos dizem: “Ah essa é a geração Arena” de certa forma podemos afirmar que sim, porém de um jeito ou de outro são torcedores e que não deixarão de ser mais e mais apaixonados pelo clube com o passar dos anos, aconteceu também com o Coritiba nos anos 70 e com o próprio Paraná Clube nos anos 90.
Qual a solução para mudar esse panorama?
No meu ponto de vista a solução poderia começar em pequenas campanhas de marketing a nível estadual como por exemplo o Atlético, jogará em Cianorte, o Marketing do clube entra em contato com escolas e a prefeitura da cidade, contrata meia dúzia de estagiários de educação física que iriam nas escolas ou nas praças principais das cidades armar stands, fazer brincadeiras com os alunos, levar 1 ou 2 jogadores sortear brindes e material promocional do clube, quer queira quer não a criança já cresceria admirando o clube ou com pelo menos uma certa simpatia, isso a longo prazo poderia angariar verdadeiros torcedores e mudar pelo menos um pouco o panorama estadual.
Claro que se os nossos times começarem a ganhar competições de âmbito nacional e internacional isso se difundiria muito mais rápido e com muito mais eficácia afinal quem ganha é visto e quem é visto é lembrado, porém infelizmente no cenário atual temos times medíocres com planejamentos sem critério algum, porém com ótimas estruturas muito maiores do que badalados times do eixo que não tem estádio e muito menos CT, mas no cenário atual temos que nos contentar em não cair de divisão isso é fruto de péssimos diretores e pseudo administradores infelizmente é a realidade, temos que rezar e muito e ter esperanças que os bons dias chegarão novamente.

Obs: Estive no Noroeste do estado, mais precisamente em Umuarama a 100 km do Mato Grosso do Sul do estado essa semana passada e detectei vários Atleticanos o mensageiro do hotel me viu com o agasalho do CAP e perguntou sobre o time e falou que era atleticano nascido na região. Perguntei se havia muitos atleticanos na cidade e ele falou que sim vários que se reúnem frequentemente para assistirem os jogos e etc.
Em Santa Catarina sempre que vou principalmente em Joinville e Florianópolis também tem muitos torcedores do Furacão.
Já é um alento vamos esperar o futuro.

Texto de:
Daniel Loures Martins